terça-feira, 29 de julho de 2008

Tudo o que eu realmente precisava saber, aprendi no jardim de infância


Tudo que eu realmente preciso saber sobre a vida... Como ser.... Aprendi no jardim da infância. Não foi na universidade nem na pós-graduação que eu encontrei a verdadeira sabedoria, e sim no recreio do jardim da infância. Compartilhar, brincar dentro das regras, não bater nos outros, colocar as coisas de volta no lugar, limpar a própria sujeira, não pegar o que não é meu, pedir desculpas quando machucava alguém, lavar as mãos antes de comer, puxar a descarga do banheiro. Também descobri que café com leite é gostoso, que uma vida equilibrada é saudável e que pensar um pouco, aprender um pouco, desenhar, pintar, dançar, planejar e trabalhar todos os dias, nos faz muito bem. Tirar uma soneca à tarde, tomar muito cuidado com o trânsito, segurar as mãos de alguém e ficar juntos, são boas formas de enfrentar o mundo. Prestar atenção em todas as maravilhas e lembrar da pequena semente que, um dia, plantamos em um copo de plástico. As raízes iam para baixo e as folhas iam para cima, mas ninguém realmente sabia nem porquê. Mas nós somos assim! Peixinhos dourados, ratinhos brancos; e até mesmo a pequena semente do copo de plástico, tudo morre um dia. E nós também. Tudo que você realmente precisa saber esta aí. Faça aos outros aquilo que você gostaria que fizessem para você...Amor, higiene básica, ecologia e política contribuem para uma vida saudável. Penso que tudo seria melhor se todos nós - o mundo inteiro - tomássemos café com leite todas as tardes e descansássemos um pouquinho abraçados a um travesseiro. E ainda é verdade que, seja qual for a idade, - o melhor é darmos as mãos e ficarmos juntos!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Solidão da Alma.....




Começa assim...
A morbidez acalentando a noite
pisando leve os passos da esperança.
E é quando sonâmbulos seres
se procuram e não se encontram,
que o silêncio se transforma
em grito surdo e cortante
no íntimo destes seres...
E o sofrimento a nascer...
O nada é mais visível...
Penetrante inquietação arvora,
da pele...
Busca inconstante que se parte
Num momento qualquer da vida
quando o eco da procura
encontra resistência no futuro.
E o tempo engole impiedoso
noites e noites sempre iguais
de incontestável solidão!
Já não se pode voltar
não há marcas no caminho.
E a morbidez aumenta...
Perde-se então no esquecimento
... e na caracterização...
Termina assim